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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A Cerâmica - parte II

História (parte II)

Entre 4000 e 3000 a.C., a Suméria constituía um importante centro de produção cerâmica, tal como  Ur e Uruk. Usavam-se tijolos de argila cozida na construção de edifícios e cidades. E é também nesta época que irá desenvolver a roda de oleiro.
A descoberta do verniz ou vidrado, entre 2000 e 1000 a.C., constitui um grande passo em frente para o revestimento das peças de cerâmica. O vidrado começou a ser utilizado nos tijolos e, mais tarde, nas peças cerâmicas.
Também na Pérsia, por volta de 2500 a.C., vamos encontrar um tipo de cerâmica muito semelhante ao da Mesopotâmia. As paredes di palácio do rei persa Dario I, em Susa, foram decorados com azulejos vidrados de diversas cores.

Os archeiros de Dario I
Susa (cerca de 500 a.C.)
Relevo em ladrilhos vidrados, com 2 metros de altura. Museu do Louvre.
(texto do livro La Cerámica)

A Cerâmica - parte I

O conhecimento da origem de um trabalho fortalece o processo de identificação e estabelece vínculos concretos com o presente e futuro.

História (parte I)

É difícil estabelecer o momento exato da descoberta do processo da cerâmica - ou seja -, da modelação, secagem e cozedura, pelas quais uma simples peça de argila se transforma em cerâmica.
Quando o homem pré-histórico descobre o fogo e a sua capacidade para endurecer o barro, todo um mundo de possibilidades se abre perente ele. Mas será apenas no neolítico, quando o homem se dentariza e se dedica  pela primeira vez à agricultura e ao pastoreio, que a cerâmica se vai desenvolver e difundir.
O homem e a mulher pré-históricos modelavam o barro à mão, mediante a técnica de bola ou a de rolos de argila. Utilizavam também cestos para enfornar recipientes, usando-os como uma espécie de moldes primitivos.
Esta cerâmica, cozida a temperaturas muito baixas, era porosa e muito frágil. Soluções foram sendo encontradas para resolver os problemas. Para tornar os seus vasos impermeáveis, por exemplo, recorriam ao polimento. A decoração era feita com punções ou com a simples pressão dos dedos, impressões essas que ficavam marcadas na argila mole. Também se recorria com muita frequência a desenhos com motivos geométricos. E ainda a pintura, feita com pigmentos de cor vermelha ou bege, produzidos a partir da própria argila com que trabalhavam.
Uma vez decoradas e secas, estas peças deviam adquirir dureza, possível somente com a cozedura. O sistema não permitia alcancar temperaturas altas - estas rondariam os 600° C - mais ainda assim era o suficiente para converter a argila numa cerâmica de cor negra. A estas fogueiras sucederiam os fornos primitivos, que seriam aperfeiçoados pouco a pouco. O controle do fogo iria evoluir, permitindo um gradual aumento da temperatura de cozedura.

(Texto do livro - La Cerámica)